Seja bem-vindo!

"O gênio e a natureza fizeram uma aliança eterna: o que o primeiro promete, a segunda certamente realiza".
(Friedrich von Schiller)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Tchau

Como o "tchau" pode doer...
E começa a se fazer de um jeito tão sem fim...
Mesmo que a distância saia ou entre em meu jardim,
Há ciladas e sentidos que me fazem corroer
(A mim mesmo)

Sofro porque a vida sempre arma contra mim.
Borra desmedida que me deixa sem sorrir
Pela sórdida, funesta, incontida, brevidade
Que ainda faz ser sonho toda forma de verdade.

Mas por ora — por amor — faço tudo o que me vem.
Você sabe: eu tiro força bem de onde não se tem.
Que o amor que hoje eu juro crie força e tenha eco;
Que as luzes do escuro se apaguem nos meus versos.

Um dia,
Não precisarei subir naquele bonde;
Não precisarei montar em meu cavalo;
Não precisarei cruzar aquela ponte...

Pois cá fico sozinho, contemplando o horizonte
Recolhendo, em são perigo, as purezas da tua fonte
Que me mostram as verdades, as riquezas da cidade;
Que me levam às idades dos cometas, das vaidades...

terça-feira, 13 de julho de 2010

...

Por que é que meu coração ainda bate e respira
Se o tempo queimou todas as cartas que enviei à minha vida
Nas solitárias tentativas de desbravar os mares e as tormentas
Recriados pela dor que o inverno mata e esquenta?

E pelo quê ele anseia nesta noite dominada pelo gelo?
Nada que eu faça poderia salvá-lo, nem mesmo nomeá-lo aliado.
Mas é a imagem da donzela que se forma nas tímidas ondas de um lago
Também tímido, que se vai e mostra que nela vejo meu espelho.

Oh, dama! Esteja comigo na vida e na morte
Proteja-me dos pesadelos e me ensine que sou forte
E me diga que eu preciso viver pra te proteger
Que eu te digo que é por ti que quero morrer.

Ao toque dos teus lábios, o Universo não existe mais pra mim
Ele para e corteja o teu olhar e o teu sorriso
Ele chora e se alegra por amor ao meu destino
Ele mostra que é buscando ir a ti que eu chego até mim.

sábado, 10 de julho de 2010

Equilíbrio desequilibrado

Como é simples e preciso o sabor da natureza.
Como é rico e infinito todo o brilho das estrelas.
As viagens, as paisagens, todo o mundo é tão menino
E o Universo, como um pai, se mostra honesto, irredutível.

Surfista, farofeiro, surreal, medieval,
À deriva, à espreita, do vigor sentimental.
O Universo vai, se ergue, pelas vigas do destino
E se porta sempre alegre, sonegando o empecilho.

Adoro ver as plantas almoçarem, se banharem,
A Lua cuneiforme, aos galopes, aos olhares
Dos casais de namorados que se beijam nas calçadas
E planejam suas vidas nos altares, nas estradas.

O que dizer dos reis vizinhos, que não moram no azul?
Quê dizer de quem não sabe como é quente o Pólo Sul?
Das naves ou dos aliens que mantêm o seu mistério?
Ou da sina do Egito evadindo o intelecto?

Equilíbrio desequilibrado que nos faz nadar, voar
Em cuidados insensatos que nos fazem ver, sonhar...
Pergaminhos infinitos da certeza do incerto.
Raridade decisiva: eis o nosso Universo.

A "i" ou a "e"?

Nunca produzi tanto
Assim como eu amei.
As mágoas e os espantos
Me levaram a torcer.

Torci pelo amor.
Torci pela fada madrinha.
Torci pelo teu beijo.
Torci pra ter torcida.

Hoje — grito —, eu tenho o mundo.
Eu vivo e sonho em pleno escuro,
Mas eu te espero e durmo esperto,
Pois, em meu peito, eu te carrego.

Não faço mais perguntas
Porque o mundo é uma dúcida
Entre o certo e o correto.
Entre físico e concreto.

Não importa o que eu escrevo,
Se é com "i" ou se é com "e";
Não me importo com receios
Que me levam a você.

Torci pela paixão.
Torci pela saudade.
Torci pelo teu beijo.
Torci pra ser cidade.

Oras, meu docinho,
Eu sou uma cidade:
Eu tenho meus caminhos,
Eu tenho a minha imagem.

Tenho riscas e passados
E, de alguns, eu faço quadros.
Tenho letras e esquemas
E trincheiras e poemas.

Do meu nada, sou miragem.
Sou feliz e tenho tudo,
Pois eu velo pela arte
E sou a "luz do céu profundo".

A-E-I-O-U
Frio do gelo e mar azul
A-I-U-O-E
Posso perder, mas nunca morrer
A-O-U-E-I
Abro meus olhos pra te ver sorrir
A-I-U-E-O
Respiro por ti e sinto o amor
O-I-U-E-A
Sonho contigo e contigo eu quero — pra todo o sempre — acordar.

"Anyway" é o que quero
"Anyway" é o que sei
Torço e crio com esmero.
Escrevo e faço o que serei.

Ritmo

[Uma singela demonstração de gratidão
Ao meu grande amigo,
Anderson Yoshikawa]

O meu ritmo não para
Ele invade as minhas veias
Minhas tristezas e minhas maneiras
E minha vida se torna inteira

A saudade e o sorriso;
A vontade de lutar:
Valores fortes, infinitos
Para sempre relembrados por meu grande amigo.

Ó, querido amigo,
Me deixa fazer parte do teu ritmo.
Me ajuda a destruir o meu destino
Que meu solo hoje é feito por labor.
Minha mente é movida por amor.

Sim. Amor e puro amor.
Amor por mim, pelas pessoas.
Amor por nós, pelas escolhas,
Pela chance de ter uma missão a cumprir,
Pela honra de ter um Mestre a quem seguir.

Hoje, face a face com um desfiladeiro,
A morte não me quis e ao meu desejo deu um fim
Porque, quando se conhece um sonho verdadeiro,
O cumprimento da missão é só o que me faz feliz.

O que seria o ritmo se não o controverso,
Amor à própria vida; amor ao Universo,
Às fadas, aos dragões, ao sentimento desconexo,
Às flores, ilusões, ao Sol da música que quero?

A ti, meu nobre amigo,
Se vai a força da lembrança.
A ti, meu nobre amigo,
Se vão as "Flores da Esperança"

E assim se faz a minha vida...
Teus abraços apertados sempre vêm na hora certa

Teus abraços apertados sempre vêm me aquecer
E aos teus gritos por "coragem" vou buscar corresponder.
Continua me fazendo alvorecer, viver, sorrir
E, eu juro que protejo, que planejo e chego a ti.

A minha missão eu finalmente reconheço —
É tão forte e eficaz que nem sei se eu mereço,
Mas, "seja como for", já estou pronto e sou ousado
E o sentido de uma vida aparece em meus braços
Para que eu abrace o mundo...
Para que eu saiba e ame tudo...

Merecendo ou não, eu quer ter essa missão,
Pois eu mesmo a escolhi, pois eu mesmo a senti.
De adereços ou refúgios, não me apego e sou honesto
De paixões, desilusões, hoje sei por que eu erro.

Missão de ver surgir.
Missão de ir e vir.
De levar nossos ensinos...
De não achar que é destino.
Missão ainda, de ser salvo, de salvar
E, de quebra — meu amigo —, de ter cores, de sonhar

Obrigado, honrado amigo,
Por contar sempre comigo.
Meu pai, meu irmão, meu amigo, meu vizinho.
Eu te dou, de coração, esses meus versos de menino.

Essa é a missão:
À qual meu coração se entrega.
Missão e ritmo do coração:
O que será que nos espera?

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O fim pode ter fim

O fim geralmente não tem fim
Apega-se ao "não"; reveza-se no "sim"
Pelos horizontes, pelos versos, pelos montes de uma vida,
Pelas horas de conversa, pelas chuvas, pelas brigas.

O fim geralmente não tem fim
Aprisiona as pessoas ao desejo
Nos conduz à dor, ao ódio, ao sofrimento
E transforma o Universo em vilarejo.

Por que é que os atalhos poderiam ter comigo
Se as cartas do amor já me servem de abrigo?
As palavras e erratas me acompanham numa estrada
Remoída, recortada, pela cor da encruzilhada.

Sim, minha querida... Nosso amor é diferente
Porque somos diferentes,
Porque somos tão iguais.
Porque somos das estrelas,
Porque somos geniais...

O fim que ontem veio
Foi sensato e teve fim.
Não ousou ter um começo,
Ao menos meios ou confins.

Quais são as cores que eu uso para pintar?
Quais são as marcas que eu quero deixar?
Qual é a história que eu quero criar?
Que arrependimento poderia me matar?

Garota, garotinha,
Deixe as lágrimas rolarem,
Deixe as cores se iludirem
E que pensem e que falem.
Nosso amor vem, nos protege
Contra a dor que nos persegue.

Nove autorias

Completo, no meu caderno,
Minhas nove autorias.
Em poucos dias, em segredo,
Eu fiz a noite virar dia.

Por ti, eu canto, eu escrevo
Sinto, anseio, sinto energia.
Eu sinto a mágica do amor
Que me leva à rebeldia.

Rebeldia que me faz fugir de casa em pleno inverno.
Minha casa era uma concha. Hoje é o mundo; o céu aberto.

Hey, minha donzela...
Você se ofende quando eu digo que é paixão?
Hey, minha quimera...
Você se espanta quando eu rasgo meu peito?
Ou se diverte quando eu fico sem jeito?
Ou se emociona quando eu te dou meu coração?

Rebeldia que me faz fugir de casa em pleno inverno.
Minha casa era uma concha. Hoje é o mundo; o céu aberto.

Hey, minha donzela...
Você se ofende quando eu digo que é paixão?
Hey, minha quimera...
Você se espanta quando eu rasgo meu peito?
Ou se diverte quando eu fico sem jeito?
Ou se emociona quando eu te dou meu coração?

Hey, minha donzela...
Você se ofende quando eu digo que é paixão?
Hey, minha quimera...
Você se engana ou se convence quando vê minha razão?
Seja sincera, fique tranquila, pois eu estou em suas mãos.

Por sua causa, seus incentivos...
É que eu me exponho às nove autorias.

Sua causa, seus incentivos...
Eu me arrisco às nove autorias...
Sua causa, seus incentivos...
Eu me exponho às nove autorias...

Porque eu te amo acima de tudo,
É que eu me exponho às nove autorias...

Ah... Como o mundo seria bom...

Ah, como o mundo seria bom
Sem as brigas, as intrigas,
Sem pavor, contradição...
Sem fronteiras nem barreiras.
Sem a dor das nuvens negras...

Ah, minha querida...
Como o mundo seria bom
Sem as lágrimas, discórdias,
Sem a morte, a depressão.

A Vitória pode sim estar em dúvida,
Mas ela não é, em si, a dúvida
E também não é a única
Que tem amor no coração.

Eu queria alimentar um pato num parquinho,
Fazer de nossa dor redemoinhos.
Olhar pra eles, saltitar, cantar, sorrir
Por não sofrer na solidão e perceber que sou feliz.

Queria botar uma carta no correio
Não duvidar, ter mais sossego
E, do amor, ser um eterno passageiro.

Mas acontece que eu sou tal passageiro da tua estante
Bilhetinhos que te mando por "Correio Elegante"
E me trazem coisas belas, mais concretas que diamante,
São razões das mais sinceras,
São dragões d' estórias certas.

Quanto ao nosso mundo...
Ah, minha querida...
Que ruim ele seria
Sem terror pra nos mostrar o que é coragem,
Sem nossa prisão pra nos mostrar a liberdade,
Sem vontades que nos trazem os desejos,
Sem feiúria que nos faz olhar pr'o espelho
(E assim a gente pode se arrumar...)

Ah, minha querida...
Como o mundo seria pútrido, indecente
Sem a dor da perda pra nos dar boas lembranças,
Sem o desespero pra nos dar a esperança,
Sem nossa tragédia que ensina a ter cautela,
Sem que eu seja desprezado e aprenda a surpreender,
Sem que eu sinta a saudade que me faz querer te ver.

E, se ainda assim,
Eu me sentir tão descontente,
Vem, amor, me dá um beijo
E me faz ser tão valente.

Laços

[homenagem ao meu irmão, Marcos
Por ocasião de seu aniversário em 22 de junho]

É, meu amigo...
Quando a vida nos der "oi" por cortesia,
Poderemos romper com o mar e a maresia,
A gente vai ver a tristeza, a alegria
Confluindo e revirando como peças dessa vida.

É, meu amigo...
O que farei quando o mundo quiser dar um tapa em minha cara
E eu disser que a coisa toda 'tá errada?
Sem que haja nem comida nem tostão?
E quando meu despejo for pr'a porta do furgão?

Quando alguém ousar me derrotar
E matar a minha vida simplesmente com o olhar
Por ti eu chamarei pelo sonar,
Telepático, empático sonhar.

Admiro tua sede por triunfo.
Aprendo com teu jeito de ver o dom, o mundo
Ao som das notas do violino como trunfo.

Com tua dança de honestidade,
Conquista o mundo, cria uma cidade.
Vive pela breve eternidade
Criada por ti, por teu olhar...

Os laços entre irmãos serão eternos,
E jogamos sempre assim de ser adultos e eternos.
Seja em tua Inglaterra ou no breu do teu castelo
Aprendo com tua luz a ser humano, a ser sincero.

Ler o futuro supera as marcas do passado
Que eu marco velejando,
Que eu vejo do meu Barco...

Sei que ler o futuro supera as marcas do passado
Que eu vejo velejando
Que eu marco do meu Barco...

Vitória

[homenagem à Vitória,
princesinha que entrou em minha vida de modo sem igual]

Nossos sonhos nos fazem correr
E a nós, mortais comuns, cabe apenas escolher
Se corremos desses sonhos por deficiência,
Se vibramos como solos em frequência.

Meu amor teve a escolha de sua vida:
Decidir entre a Derrota e a Vitória tão querida;
E, pelo bem que reverbera pelo bem da humanidade,
Gravou seus ares de Vitória no azul da eternidade.

O mundo e a Vitória —
Japoneses, canadenses —
São antenas da história;
São Vikings e parisienses.

Ó, princesa do meu coração...
Me deixa fazer parte da tua trajetória
E, juntos, destruiremos tudo o que é só memória.

Ao lado dos teus pais,
Brinca pensa no futuro.
E ao lado dos demais,
Sê a luz no fim do túnel.

Estás aqui e acolá.
Estás em tudo o que é lugar.
Sonha além do despertar;
Ri, desenha Lá e Cá.

Pr'os reis, uma pequena Vitória
Para mim, um divisor de águas
Da história...
Da Vitória...